Esta tal de dança contemporânea

Este texto foi originalmente escrito para a revista Aplauso (nº 70)

– Tu faz dança? Que legal! Mas que tipo de dança?
– Dança contemporânea.

O sujeito fica parado e depois de vencer o constrangimento:

– Mas o que é essa tal de dança contemporânea?

Daí o vivente, que faz dança contemporânea e sabe bem o que faz, se vê em apuros para dar uma resposta clara. Afinal, dança contemporânea não é uma técnica ou método que vem com rótulo. Então, ele arrisca:

– Sabe o Quasar Cia. de Dança? – que o vivente acha referência no país e crê ser bastante conhecida.

O sujeito permanece na mesma.

– E o Grupo Corpo? – ele lembra, já entrando em desespero. – E Deborah Colker? – ainda que não fosse o melhor exemplo que você quisesse dar.
– Ah, já vi na televisão, responde o sujeito finalmente com um brilho no olhar de quem agora pode encerrar a conversa.

E o vivente, com a certeza de que não conseguiu explicar e que melhor que explicar era sugerir que assistisse a um espetáculo.

A realidade é esta que o suposto diálogo acima ilustra. A idéia de dança contemporânea não consolidou uma referência para a maioria do público (e mesmo para a comunidade de dança), ainda mais num Estado que vê com desconfiança aquilo que não é tradição. E isso vale muitas vezes para quem produz, ou acha que produz, dança contemporânea. Basta ver a confusão em tantos festivais competitivos. O território da dança contemporânea é um vale-tudo. Passos de jazz com música experimental. Neoclássico ao som do diálogo dos bailarinos. Dança de rua com um toque de vanguarda. E a obra, nesta lógica estapafúrdia, é avaliada por especialistas de toda ordem, menos de dança contemporânea.

Esta realidade tem como origem a rara circulação de informações e o consumo de informações descontextualizadas e superficialmente elaboradas. A qualidade dessas informações é essencial e precisa ser difundida a quem pretende preparar um treinamento, criar, julgar e apreciar a dança contemporânea. Não dá para saborear morangos e reclamar de que não têm gosto de figos. Ninguém curte uma partida de futebol sem conhecer as regras do jogo. Nesse sentido, é preciso apresentar alguns fatos, ainda que de forma sintética, para que eles possam falar desta tal de dança contemporânea.

Fato 1. A dança contemporânea não é uma escola, tipo de aula ou dança específica, mas sim um jeito de pensar a dança. Forjada por múltiplos artistas no mundo, teve nas propostas da Judson Church, em Nova York, na década de 60, sua mais clara formulação de princípios. Dentre eles, o de que cada projeto coreográfico terá de forjar seu suporte técnico. E que ter um projeto é percorrer escolhas coerentes, como o fez Trisha Brown – e também, longe dali, na Alemanha, Pina Bausch, com sua dança-teatro, nos anos 70. Tal princípio implicou tanto a preservação de aulas de balé nutridas por outras técnicas e linguagens quanto o abandono do balé e a incorporação, por exemplo, de técnicas orientais. Assim, passou a se constituir uma infinidade de alternativas, como o teatro-físico do DV-8 (companhia inglesa composta só por homens, que aborda a homofobia e que recorreu ao uso de corpos que expressam força, agressividade e sexualidade, coisa que o balé não podia fornecer).

Fato 2. Não há modelo/padrão de corpo ou movimento. Portanto, a dança não precisa assombrar por peripécias virtuosas e nem partir da premissa de que há “corpos eleitos”. Na dança contemporânea, a máxima repetida por pedagogos ortodoxos de que “não é tu que escolhes a dança, mas a dança que te escolhe” não tem sustentação. E, dessa forma, pode-se reconhecer a diversidade e estabelecer o diálogo com múltiplos estilos, linguagens e técnicas de treinamento.

Fato 3. Dança é dança. A dança contemporânea reafirma a especificidade da arte da dança. Dança não é teatro, nem cinema, literatura ou música. Apesar de poder ganhar muito com a cooperação dessas artes. A dança não precisa de mensagem, de história e mesmo de trilha sonora. O corpo em movimento estabelece sua própria dramaturgia, sua musicalidade, suas histórias, num outro tipo de vocabulário e sintaxe.

Fato 4. The Mind is a Muscle, proclamou Yvone Rainer quando a dança pós-moderna norte-americana abalava o estabilishment. Pensamento e corpo, tão separados na tradição ocidental, não são entendidos como lugares estranhos um ao outro. Até mesmo a ciência já traz evidências de que razão e emoção não são opostos. O pensamento se faz no corpo e o corpo que dança se faz pensamento. Isso não implica uma cerebralização fria, no caminho de uma dança conceitual, nem na biologização vazia da dança. Tal princípio não exime a qualidade técnica, nem o sabor e o prazer de dançar. Ele ressalta a complexidade que precisa ser compreendida.

Tais fatos precisam começar a ecoar, se o objetivo é saber o que é esta tal de dança contemporânea, que as pessoas insistem em dizer que fazem e que insiste em permanecer em cartaz em teatros, calçadas, estúdios. (Não foi à toa que Fato. se chamava o recente e provocante espetáculo da coreógrafa gaúcha Tatiana da Rosa.) Fatos que estão se estabelecendo em obras sensíveis e inteligentes, construídas dentro destes princípios na temporada 2005, em Porto Alegre, como In-compatível, de Eduardo Severino, ou Bu, da Meme – Centro Experimental do Movimento. A mesma qualidade está no trabalho de Nei Moraes, em Caxias do Sul, e Luciana Paludo, em Cruz Alta.

A partir desses fatos, pode-se muito (mas não se pode qualquer coisa). A liberdade trazida pela perspectiva da dança contemporânea não dispensa idéias fortes e a inventividade das grandes obras de qualquer forma artística, nem um domínio técnico (ainda que isso não caiba mais apenas nas esfera do aprendizado de passos corretos). A dança contemporânea evidencia que escolhas estéticas revelam posturas éticas. Numa época de tantas barbáries impostas ao corpo, é preciso recuperar esta ética quando se escolhe fazer arte com o corpo – seja o seu, seja (principalmente) o dos outros.

A dança contemporânea parece ter aceitado a provocação, com ecos de contemporaneidade, de Jean George Noverre. O mestre de dança, em 1760, ao falar sobre o balé e as rígidas regras da dança da época, afirmava: “Será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos”. Num mundo de tantas conquistas e descobertas sobre nós, seres humanos, seria no mínimo redutor ficar tratando a dança como apenas uma repetição mecânica de passos bem executados. Fazer tais passos, na música, ursos, cavalos e poodles também fazem. Creio que o ser humano pode ir mais longe que isso. Talvez este seja o incômodo proposto por esta tal de dança contemporânea. O de que podemos ser mais e muitos.

122 Comments

  1. Gisela Dória
    6 de maio de 2006 at 15:47 · Responder

    Gostei muito do texto do Airton, ando particularmente interessada em como acontece o diálogo entre a dança clássica (forma de construção de tecnica corporal) e a dança contemporanea, onde se revelam as contradições e onde existem pontos de contato.Gostaria de obter o email do escritor , para um possível dialogo.

  2. 10 de maio de 2006 at 3:11 · Responder

    Sou apenas um admirador da dança. Gosto muito de ir aos espetáculos.
    Como o autor diz é realmente difícil conceituar dança contemporânea, mas axo que é um estado de espírito, externando tudo que o corpo sente.
    Bom texto.

  3. Nirvana Marinho
    15 de maio de 2006 at 11:42 · Responder

    É urgente conceber uma linguagem direta que, ao mesmo tempo esclarece, promove reflexão para sabermos do que realmente estamos falando. Ao Airton, super valeu. Colabora para este exercício difícil de conceituar sem restringir. Uma postura política, fato este que também estou extremamente interessada.

  4. Luciana Ribeiro
    16 de maio de 2006 at 15:44 · Responder

    Esclarecedor e consistente. Tudo o que um bom texto precisar ser!!

  5. Flavio
    25 de maio de 2006 at 18:59 · Responder

    Òtimo……….nada mais apenas OTIMO….

  6. laurem
    25 de maio de 2006 at 19:00 · Responder

    Brilhante…..Parabéns

  7. 26 de maio de 2006 at 12:09 · Responder

    Eu gostava de saber, se a dança contemporânea é uma dança especifica. Agradecia que me respondessem assim que fosse possivel, pois é para um trabalho de história da dança. P.S.E a capoeira é uma dança especifica? até breve Lígia Carvalho

  8. 26 de maio de 2006 at 19:19 · Responder

    Airton, saudações máximas !

    Um dia ouvi de um articulador da dança e cultura na Alemanha a seguinte resposta para tentar se sair desta embaralha da tal dança contemporânea: “Bem, afinal de contas, dança contemporânea pode ser tudo que é dançado no mundo hoje.”

    Fiquei muito preocupada com esta resposta, principalmente porque isto incluiria até os Sex Shops.

    Obrigada por fazer uso das palavras para esclarecer esta coisa tão clara para quem foi “escolhido por uma dança” e sendo então a sua incarnação não conseguiria ferramentas literárias criativas como voce fez brilhante aqui.
    Agora tenho seu email correto e vou enviar nossas fotos de Olinda !

  9. Anna Vallentim
    30 de maio de 2006 at 19:13 · Responder

    Sou apenas uma mera estudante de arte, que no momento estou estudando na disciplina Evolução da dança, essa tal de dança contemporânea. Tive há pouco tempo no seminário que houve aqui em João Pessoa sobre videodança do itáu cultural e gostaria de saber se dança contemporânea pode ser definida em uma técnica, em um conceito?

  10. Sacha Witkowski
    5 de junho de 2006 at 14:31 · Responder

    AUTENTICO E QUE ME INSTIGA A CONHECER MAIS E A CADA MOMENTO ESTA ARTE QUE ME ENCHE DE ALEGRIA, OBRIGADO!!!

  11. Carolina
    4 de julho de 2006 at 21:25 · Responder

    Olá! Adorei o texto! Estou fazendo um trabalho sobre o tema e foi muito válido! Obrigada!

  12. Karin Virgínia
    21 de agosto de 2006 at 21:28 · Responder

    Sou coreógrafa e professora desta “bendita” dança contemporânea…imagine quantas vezes passei, exatamente, pelo caso que vc exemplificou. É por vezes constragedor, pois por faltar conceitos,palavras e argumentos, e pra não tornar a conversa longa já pensei em “me jogar no chão” e dançar algo para exemplificar!Adorei seu texto. Parabéns!

  13. Joseane paim
    9 de novembro de 2006 at 22:30 · Responder

    Sempre tive uma pulga atras da orelha com essa coisa de dança contemporâmia…As pessoas não conseguiam me dar respostas que respondessem os meus questionamentos…Já me disseram que dança contemporânea era a desconstrução de outras danças mas eu não quis acreditar que essa danada que causa tanta confunsão pudesse ser só isso.

  14. Joseane paim
    9 de novembro de 2006 at 22:33 · Responder

    Ah! gostaria de saber se posso fazer um seminário aqui em Salvador-Bahia com o tema “Esta tal dança contemporânea”.Abraços

  15. Laísa Nass
    13 de novembro de 2006 at 12:40 · Responder

    Encantador! Esclarecedor! Airton parabens! É bom saber que alguem deu conta de traduzir a linguagem que o corpo usa para se expressar!

  16. Airton Tomazzoni
    13 de novembro de 2006 at 21:45 · Responder

    Pessoal

    Fiquei com o desejo de covnersar com todos e poder trocar mais idéias , pricnipalmente as que tentei sintetizar neste breve artigo. Bom saber que se possa contribuir pra formarmos um pensamento que se arrisque a falra desta tal dança contemporânea.
    PRa que quiser seguir covnersa: airtontomazzoni@terra.com.br
    E às sempre incansáveis e quixotescas meninas do idança por acreditarem e manterem este espaço indispensável pra tantas conexões.

    Airton Tomazzoni

  17. Daniel Moura
    8 de janeiro de 2007 at 13:44 · Responder

    Airton, muito bom seu texto, esclarecedor.
    Só fico preocupado com uma coisa, você precisou de uma boa quantidade de linhas
    (Que não são suficientes, nós sabemos!)para tentar esclarecer o assunto de uma forma abrangente e no entanto, existem comentários acima que acabam por fazer um resumo muito limitado do que pode vir a ser um conceito de dança contemporânea. Como você mesmo diz: “Podemos ser mais e muitos”
    Obrigado!

  18. Iara Cerqueira
    16 de março de 2007 at 18:39 · Responder

    Airton, este texto foi passado por mim a meus alunos na escola que trabalho aqui em Salvador, Escola de dança da FUNCEB.
    Foi surpresa e felicidade de relê-lo junto ao meu amigo Domiciano, professor desta mesma escola, e ao refletirmos juntos, o texto parece ter saído agorinha mesmo do forno.
    Bem, esta discussão será sempre bem vinda e o texto nos faz pensar que as pessoas tendem ao reducionismo para entender e explicar determinadas coisas! Pois bem, pensando nas várias informações complexas e na diversidade da contemporaneidade, como fica isto?
    Os fatos citados são pertinentes no discurso proposto sobre esta tal de dança contemporânea, porém este é só o comecinho de uma série de argumentações.
    Adoramos seu texto. Claro, nítido,reflexivo, político e muito atual.

  19. Bruno Serravalle
    18 de março de 2007 at 11:51 · Responder

    Parabéns pelo texto sou aluno da escola de dança da Ufba e já fui aluno de Yara cerqueira e Domiciano professores da FUNCEB.
    Fico muitissimo feliz em ver pessoas com a sua clareza e opinião ,irei indicar a todos os meus amigos.
    Gostaria que você se possivel me indicasse uns lugares de dança contemporânea em LONDRES.
    Ficarei muitissimo grato.

  20. 27 de março de 2007 at 15:54 · Responder

    Alô Airton, super bacana te ver por aqui! Abraço a todos do site.

  21. Woody Santana
    31 de março de 2007 at 17:38 · Responder

    Eu sou bailarino (estagiário) do balé guaira, graduando em bacharel e licenciatura da Faculdade de Artes do Paraná, pesquisador, interprete-criador em dança. Foi um prazer ler, questionar-me e discutir (contaminar meus colegas) com seu texto. Acho que num estado (país) que cria tantas barreiras e mesmo um desmerecimento da cultura, é super rico poder perceber ou mesmo se colocar nesta situação de questionamento, afinal de contas, pelo menos já avistaram a caravela, segunda a pesquisadora do movimento, professora, mestra e doutoranda Marila Vellosa da FAP, o estramento muitas vezes é o primeiro contato com uma informação e é apenas uma questão de tempo para corporificar e organizar um pensamento, acho que dança contemporânea não é apenas um conceito, acho que já se “auto”-organiza, se torna um sistema, a partir de uma consciência ativa, coerente e transformadora de uma realidade, a partir de um estado de questionamento, pesquisa e organização de um tema presente e do corpo, então já se torna dança contemporânea!

  22. ANDRÉA
    12 de abril de 2007 at 13:56 · Responder

    Airton amei o texto. Sou uma apaixonada pela dança, principalmente pela dança contemporânea, tem muito haver com a minha forma de expressar, transmitir sentimentos mais profundos, pois o corpo “fala”. Pena que não tive a oportunidade de me dedicar a essa arte divina mas sou apreciadora e arrisco algumas criaçoes para a minha própria realização. Afinal sou uma apaixonada.

    UM abraço e obrigado pela oportunidade.

  23. Stella
    13 de abril de 2007 at 17:50 · Responder

    eeebba eu faço dança!

  24. Martha
    18 de abril de 2007 at 18:23 · Responder

    Texto excelente! Objetivo e esclarecedor.
    Expressar seus sentimentos através da dança é algo divino.
    Não basta apenas reproduzir, é preciso conhecer antes de tudo.

  25. Laerte Camargo
    5 de maio de 2007 at 20:31 · Responder

    Caro Airton!
    Já ouvi tanta conceituação de dança contemporânea.
    …desta feita…um vivente no Festival de Joinville respondeu que:
    “…a dança moderna de ontem é a contemporânea de hoje…”
    Desde então, adotei uma postura à respeito:…se ouço, logo, faço de conta que não ouvi..!
    Porém, à partir do teu texto -desde a revista Aplauso- revi minha postura e passei a acreditar na possibilidade da construção de um conceito fidedigno e esclarecedor. Portanto, és responsável pelas idéias que forma à partir do que escreves. “Dança é dança”…concordo e, quem quiser rotular que abra um supermercado! Parabéns pela lucidez da reflexão à respeito do tema!
    Gostei do…”vivente”…e já aguardo o próximo artigo.
    Seja breve, um abraço.

  26. 10 de maio de 2007 at 11:36 · Responder

    Parabéns, Airton, gostei muito do texto. Envie-me outros artigos para inserir no site http://www.cintiabracht.com.br. Lá tb tem sido um canal de divulgação, e vem ampliando discussões como esta colocada aqui. Sem falar q é um veículo conterrâneo pro mundo. Devo alterar o nome do site, pois a tendência é criar e legitimar um caráter de revista eletrônica completamente democrática. EXPLORARMO-NOS!!! Grande bj.

  27. Flávio Garrido
    8 de agosto de 2007 at 19:52 · Responder

    Adorei o texto…
    Faco faculdade de danca en Valencia-Espanha, e farei meu tcc, sobre “A Evolucao da Danca Contemporanea no Brasil”. gostaria de saber se me podes da alguma dica de onde posso encontrar material para tal trabalho: sites, dicas de livros etc.
    Te agradeco desde já.!!!!

    e parabêns pelo texto…:-)

  28. ELIDIO NETTO
    8 de outubro de 2007 at 15:22 · Responder

    O Artigo sobre Dança Dontemporanea é uma exelencia , adorei , tais esclarecimento .
    Parabéns.
    Elidio
    Vitoria /es

  29. Maria Tereza Azevedo
    8 de outubro de 2007 at 16:32 · Responder

    Me desculpem por soar inapropriada neste local, mas estou buscando um curso ‘tradicional’ para iniciantes de dança moderna em SP e não sei mais onde procurar. Alguém teria uma boa indicação para me passar, por favor? Há alguma lista de escolas de ballet moderno e dança contemporaneo em SP com recomendações? Obrigada. Meu email é mariatereza@gmail.com.

  30. 21 de outubro de 2007 at 13:46 · Responder

    Tenho apenas treze anos, mas faço o jazz a seis anos e já diz ballet, porém, o contemporâneo eu mal conheço!
    No final do ano passado(2006) minha escola onde faço minhas aulas, apresentamos uma coreografia baseada no filme Apocarrontas, você já ouviu falar?Espero que sim!
    Pois bem, essa coreografia se encaixou no contemporâneo.Está bem, mesmo lendo seu texto fiquei um tanto quanto confusa sobre essa complicada dança!Você poderia me indicar algum livro, filme, site de dança contemporânea???Agradeço desde já, e parabéns pelo texto!
    Obrigada!

  31. Andressa Laís
    4 de novembro de 2007 at 12:48 · Responder

    Ótimo texto! Me identifiquei muito com ele.
    Concordo que a dança contemporânea precisa ser mais divulgada, o problema é que as pessoas não aceitam nada que não tenha um conceito concreto e simples, pena…
    O melhor dos instrumentos está em nós mesmos: o corpo. Podemos usá-lo para expressar sentimentos e passar idéias ao invés de apenas realizar movimentos pela sua estética. Se isto não é simples, eu não sei em que mundo estamos…

  32. ary coelho.
    22 de dezembro de 2007 at 1:38 · Responder

    oi, airton! legal ver tu se encaminhando para o campo teórico da dança, sempre importante!
    bom fim de ano e começo do novo ano e o tempo vai numa constante.

  33. 21 de janeiro de 2008 at 14:32 · Responder

    Olá, alguém pode me ajudar?!
    Estou procuraando músicas para
    Dança Contemponanea, ou do estilo..
    musicas que sirvam pra dançar..
    Alguém pode me dizer nome de compositores
    bons que eu posso baixar as músicas?!
    Me mandeu um e-mail quem puder ajudar!
    andre.sillva@yahoo.com.br

    Obrigado!

  34. Viliane
    22 de janeiro de 2008 at 13:28 · Responder

    Olá, sou bailarina…um pouco de tudo..e estamos montando um espetáculo agora um tanto quanto ousado. A proposta é fazer um histórico da dança, num processo de desconstrução..dos primórdios ao contemporâneo. Gostei muito do diálogo no início do texto e gostaria de saber se ele poderia ser utilizado em nosso espetáculo. E, parabéns pelo texto.

  35. Izabel Carolina Lucena Barbosa
    3 de fevereiro de 2008 at 21:31 · Responder

    O dialogo do comeco e otimo… hehehe… e isso mesmo que falo todas as vezes que e perguntam que tipo de danca eu faco. Excelente texto!

  36. Airton Tomazzoni
    20 de fevereiro de 2008 at 23:45 · Responder

    PEssoal
    DEsculpe a demora em dar alguns retornos, mas a correria nossa de cada dia atrapalha acompanhar os novos comentários.
    Vou aos poucos tentando dar conta:
    Viliane:
    Desculpe a demora em responder. E faça bom uso do texto no espetáculo!
    Marina
    Por enqunato deixo a dica do livro Movimento Total, de José Gil, tem vários textos bons para pensar a dança
    contemporânea.
    É sempre muito bom podermos dividir estas inquietações!
    Abçs a todos!

  37. Anacarla Flores
    7 de março de 2008 at 13:22 · Responder

    Oi Airton!

    Gostei muito do texto, trabalho com dança, dou aulas tenho escola e coordeno o Festival de dança em Bagé, realmente tem muita confusão com a dança contemporânea! espero que sirva para esclarecer dúvidas …

    Um abraço,

  38. Déborah Atherino
    5 de maio de 2008 at 22:19 · Responder

    Sobre a definição de Dança contemporânea não há o que questionar sobre a maneira como você, Airton, definiu. Não tiro nem uma palavra. Mas temos que pensar que nosso público não é “treinado” para estabelecer relações com assuntos subjetivos. Nosso público, não é capaz de assistir a um jogo de futebol( que está em nosso convívio diariamente) sem se manifestar com violência, agressividade e preconceito quem dirá ir ao teatro e usufruir das obras que ali estão sendo executadas para a discussão e transformação de assuntos que são pertinentes às pessoas que constroem o sistema sócio-cultural.
    Páco Gomez de Nadal em “Espaço Público em um mundo privado” aborda a apresentações de trabalhos coreográficos em lugares púlicos, penso que esta pode ser uma maneira de apresentar dança contemporânea ao público que tem como direito e dever conhecer, afinal arte é feita para o povo.

  39. 9 de junho de 2008 at 18:24 · Responder

    O pior é que é verdade….isso sempre acontece quando digo que danço contemporâneo, pois essa área está se consolidando para pessoas seletivas, a qual não existe um corpo e ou movimento padrão. Acho que a dança contemporânea às vezes se perde, quando não existe uma comunicação com a platéia, afinal a dança é realizada para dizer o que a “fala” não consegue, não podemos esquecer que nós bailarinos e intérpretes criadores, temos a obrigação de realizar determinadas configurações para atingirmos uma sensação vinda da platéia (seja:achei lindo, me deu vontade de chorar, fiquei feliz, me fez lembrar algo,…) o que não pode acontecer é a pessoa sair de um espetáculo de dança contemporânea e dizer:”não me provocou nada”. Porque assim jamais iremos conseguir um público amplo, que queira saber de onde surgiu, ou quem dança, ou aonde está sendo dançado, quando será a próxima apresentação e assim por diante. Uma vez que, o que vira tradição é o que agrada, dá prazer, dá boa sensação, queremos repetir. Foi um pensamento super positivo que o Airton fez sobre a dança contemporânea.

  40. Daiane S. Camargo
    10 de junho de 2008 at 10:33 · Responder

    Olá!Sou bailarina e tambem academica do curso de licenciatura e bacharelado em dança da Faculdade de Artes do Paraná e sinto-me a vontade para salientar a importancia desse texto vindo seguido de questionamentos que ate mesmo atuantes dessa tal dança contemporanea nao escapam.Atualmente vive-se num mundo de emergencias, praticidades e contemporaneo o qual com toda certeza iria incluencia na evolucao da dança;assim como houve com o balé clássico e a dança moderna e pos moderna.E se for lembrado na historia da dança já existiram acontecimentos quase inuteis para divulgacao de um novo estilo/metodo/tecnica pois naquele tempo e ainda hoje a tradicao tem grande valia para sociedade.É por isso deve se lembrar do periodo de transicao no qual essa dança se encontra deixando assim que o tempo auxilie nos conceitos e entendimentos dela.Sim AUXILIAR e nao FAZER isso sozinho, o qual se faz bem diferente;sempre haverao aqueles que em discussoes e questionamentos estarao unindo ao tempo mais um elemeto para que nao se demore tanto tal esclarecimento.

  41. Izabela
    24 de junho de 2008 at 0:34 · Responder

    Seu texto é muito interessante para bailarinos apaixonados por dança como eu!! Apesar de não dançar contemporâneo(não por falta de vontade), eu sou louca pela liberdade dessa modalidade. Sou estudante de Educação Física e no trabalho que estava fazendo, seu texto foi de fundamental importância. Obrigada!

  42. Guh Silva
    10 de setembro de 2008 at 0:58 · Responder

    Sem palavras ao pensamento deste que pensa

  43. ANNEMARIE BARTH BAKA
    30 de setembro de 2008 at 23:12 · Responder

    Estou no 4º ano de Dança da FAP, onde comecei a ouvir falar de dança contemporânea. Li vários artigos sobre o assunto, mas nenhum tão simples, claro e objetivo. Na sexta-feira passada dia 26 de setembro, tive a oportunidade de assistir uma palestra com a profissional Ana Carolina Mundim, que leciona na graduação em Dança da Unicamp. Nessa palestra, muitas das minhas questões sobre dança contemporânea foram esclarecidas e outras é claro, surgiram também. Mas o que me chamou a atenção é que tanto você Airton, quanto a Ana Carolina, defendem a idéia do pensar em dança, que no caso é a dança contemporânea. Isso me deixa feliz e me faz entender cada vez mais o que é esse pensar em dança, pois consigo compreender que é uma dança que instiga, questiona e discute questões presentes na atualidade e no corpo que dança.
    Obrigado e até mais, Annemarie Barth Baka.  

  44. luana eloah
    3 de novembro de 2008 at 20:19 · Responder

    Faço dança contemporânea a 3 anos
    no teatro joão paulo II em teresina no PI

      Compreendo como é dificil definir dança contemporânea
    mesmo assi busco entende-la cda vez mais e procuro pesquisar para que meu nivel de conhecimento co a dança contemporãnea aumente .
      Estou constante mente fazendo pesquisas e gostei muito deste texto que vcs elaboraram e com palavras dignas aumentaram o meu conhecimento e entendimento mais segur do que é dança contemporânea.
       espero que eu volte a lê este site e que tenha mais imformações para melhorar o conhecimanto …

    muito bom estão de parabéns

  45. 28 de novembro de 2008 at 18:35 · Responder

    Gostei muito do texto, conseguiu explicar o que realmente acontece, essa indagação pelo “o que é” a dança contemporânea. A pouco tempo criei um blog pra falar sobre dança, pôr informações praqueles que adoram essa arte e muitas vezes não tem informações ou dicas. Se me permite, coloquei esse texto no blog (colocarei quem escreveu, lógico).
    Está de parabéns, admiro quem escreve coisas reais.

  46. Airton
    29 de novembro de 2008 at 15:00 · Responder

    Caroline
    Um dos aspectos mais bacanas de escrever para o idança é essa possibilidade de alcance e circulação de idéias e práticas. QUe os textos aqui possam gerar mais e mais reflexões e questionamentos! Publicqu eno blog sim.
    abç

  47. Paulo Souza
    11 de dezembro de 2008 at 10:59 · Responder

    uM texto direto e esclarecedor…
    bastante rico no que se refere à análise da produção que se diz contemporânea…
    Porém acho que esse tema tratado pelo texto ainda tem muita discussão ao longo dos anos…

  48. Airton
    11 de dezembro de 2008 at 11:42 · Responder

    Paulo
    que bom que o texto foi instigante. E, a proposta é essa sim, não de fechar a discussão.mas de mantê-la viva. Questões como dança, cultura, arte são dinâmicas e históricas, não tem jeito, estão sempre em transformação.

  49. Odila Góes
    27 de janeiro de 2009 at 13:16 · Responder

    Boa tarde Airton
    Queria pedir-lhes o favor, se possível e tiverem, o contato da coreógrafa Mara Borba. Sou amiga da mesma dos tempos de colégio e nos perdemos pela vida.
    Gostaria de receber a newsletter por conta que estou diretora de cultura de minha cidade.
    atenciosamente,
    Odila Góes

  50. 27 de janeiro de 2009 at 13:36 · Responder

    Olá Odila,

    Ficamos felizes de saber de seu interesse pelo http://www.idanca.net.

    Já incluí seu e-mail para receber nossa newsletter.

  51. Luana
    13 de fevereiro de 2009 at 18:03 · Responder

    ”Daí o vivente, que faz dança contemporânea e sabe bem o que faz, se vê em apuros para dar uma resposta clara. Afinal, dança contemporânea não é uma técnica ou método que vem com rótulo”
    Se o dançarino sabe bem oque faz não devia se ver em apuros, a não ser que tenha ironia alem nesta fala, eu defendo a dança tem 2 anos que faço e acho linda, com CERTEZA é imitação de outros grupos de outros dançarinos, mas é claro que é, balé, samba, tambem é tudo do mesmo jeito, quase todos os mesmos passos, não acho que é nescessária tanta crítica em relação às danças contemporâneas serem todas semelhantes, iguais, parecidas… ela segue um padrão, como qualquer outra, e é linda. É feita pra expressar os sentimentos sem se preocupar com a postura, com regras como o balé. E qualquer um que a pratica deve bem saber deste singnificado e não citar nomes de outros grupos e dançarinos como exemplo… se a pessoa quer saber como é a dança, então deve ser explicada, mesmo que a pessoa não entenda, pois a dança TEM o seu significado. Achei o texto muito crítico, não que eu não tenha gostado… amei. Infantil.

  52. Jailson Lima
    26 de fevereiro de 2009 at 18:50 · Responder

    Achei o texto instigante, esclarecedor. O pensar de um corpo, as estratégias criadas por ele para se comunicar.
    E a dança contemporãnea promove este diálogo, esta ligação. Parabéns, excelente texto.

  53. Ana Paula
    22 de março de 2009 at 20:56 · Responder

    Adorei o texto!
    A linguagem utilizada nos ajuda a esclarecer e conceituar de uma maneira simples essa tal de dança contemporânea.
    Não conhecia o site, agora virei fã!

  54. Silvana Arruda
    27 de março de 2009 at 16:11 · Responder

    Oi gostei muito do texto, e veio  de encontro com o que pensava à respeito!!!!Gosto Muito desta Dança!!!!e procuro um professor (a) da área para um Projeto de Dança aqui em São Lourenço da Serra-SP , pode ser até um estudante orientado por um profissional!!!Obrigada!!meu fone é 46861322/Silvana!

  55. lusiani Schweiger
    29 de março de 2009 at 10:10 · Responder

    Lusiani/Airton/29/03/09
    Professor essa tal de dança contemporânea é algo que esta em nosso corpo, na camada mais superficial da pele, tem um percurso longo até  penetrar todas as camadas do músculo, ser absorvida pelo sangue, tocar nosso coração e sentidos, pois considero que é um retrato contextualizado de nossa realidade em dança onde as certezas agora são dúvidas, essa imagem é global, possui  muitos conceitos a serem ascimilados e estudados em dança. É um grande passo evolutivo,  há muito a ser entendido  em dança contemporânea. Esse texto nos faz refletir e nos dá um breve entendimento dessa tal de dança contemporânea. Parabéns!

  56. 29 de março de 2009 at 19:56 · Responder

    Olá professor! posso pensar após ler este texto q qualquer pessoa pode dançar a dança contemporânea, pq não é uma dança esteriotipada q necessite de um padrão estético ou biotipo físico! beijuuu

  57. Fabrine
    30 de março de 2009 at 10:50 · Responder

    Penso que a dança comtemporânea, segue diversos segmentos são diafragmas, formas, idéias, criatividade, sentimento que as vezes entendemos o que ela esta dizendo e muitas vezes nos confunde.
    Parece que é uma forma mais eficáz de relacionar o util de quem quer dançar pois não exige uma técnica mais formal, e o agradável que nos permite extrair/mostrar o que temos de dentro para fora.
    É isso, abraços…

  58. Carla Kreutz
    2 de abril de 2009 at 21:48 · Responder

    Com o tempo eu acabei me envolvendo com a dança contemporânea e “contaminada” com muitos de seus princípios e possibilidades que refletem no meu modo de dançar hoje. Posso dizer que tenho muito mais ousadia e coragem para fugir dos padrões. Confesso que nem sempre foi assim… No primeiro contato com essa tal dança eu fiquei com um pé atras,e é o normal do ser humano, algo desconhecido não merece confiança imediata e eis aqui a grande questão. Eu tive a oportunidade de conhecer mais a fundo sobre a dança contemporânea, estudar o contexto onde ela começou a surgir, ver coreografias, discutir sobre elas e inclusive com aqueles que as conceberam, mas muita gente não tem e por falta de conhecimento ( esclarecimento) fica denominando a dança contemporâanea como dança de louco. Bom, dança de louco ate não me ofende tanto, pq afinal… o que é ser normal e louco? O pior é quando dizem: “Ah… se atira no chão pq não sabe dançar”, “Dança isso pq não sabe dançar algo melhor”. O fato é que aqui na região onde moro a maioria da população não está preparada para dialogar com este tipo de dança, quase não há espetáculos deste estilo por aqui e quando há (raramente) muitos retiram-se antes mesmo de assistir metade do espetáculo. è a tal desconfiança com aquilo que não é a tradição como o Airton citou la no texto. Eu tento dismistificar muita coisa dita sobre esta dança por gente que de fato não a conhece, é uma sementinha plantada, mas que precisa ser regada para que cresça e possa florescer. Achei muito comovente a descrição da colega Lusiane acima quando diz “tocar nosso coração e sentidos” referindo-se a dança contemporãnea e de fato eu acredito nisso é uma dança de possibilidades, de formas e propostas distintas e que pode acima de tudo respeitar a individualidade de cada um.

  59. Patrícia Lauxen
    4 de abril de 2009 at 0:16 · Responder

    Após a leitura deste texto e as diversas leituras que venho fazendo sobre dança contemporânea, posso concluir que não há uma definição exata do que é essa tal de dança contemporânea…ela surgiu da necessidade de mudança, da necessidade de entender melhor esses corpos que dançam, o que eles sentem, como podem se movimentar, quais suas necessidades de movimento e principalmente dialogar com as questões contemporâneas, do nosso cotidiano. A dança contemporânea se desprende mais da técnica em relação ao ballet e a dança moderna e trabalha com diversos corpos, sendo necessário utilizar diferentes técnicas, de acordo com a necessidade desses diferentes corpos.
    Vale ressaltar também a questão trazida no texto de que “A dança não precisa de mensagem, de história e mesmo de trilha sonora”. Na dança contemporânea pode haver representação, porém ela não se prende a isso. Um espetáculo de dança contemporânea pode trazer apenas movimento pelo movimento, sem contar qualquer história.
    Enfim, o texto foi muito importante para que eu pudesse esclarecer algumas dúvidas relacionadas à dança contemporânea, reforçando ainda mais o meu entendimento sobre essa tão complexa, inusitada e instigante dança!

  60. 4 de abril de 2009 at 11:33 · Responder

    Depois de tantos comentários deixo o meu…
    Airton, vou trabalhar teu texto em aula; creio que esse modo com que você escreveu é muito criativo, profundo e compreensível; dá pistas aos mais resistentes, para que compreendam o fenômeno (p/ que sejam curiosos à compreensão)!
    Quem quiser definições acabadas, ou “de almanaque”, como costumo dizer, não está sintonizado com modos de pensar de nossos dias: investigativo, iterrogativo e não conformista com os ditados rasos que regem os entendimentos menos “curiosos”…
    Obrigada mesmo, por este texto direto, sem rodeios.
    Lu paludo

  61. Ana Lúcia Oliveira
    5 de abril de 2009 at 18:56 · Responder

    Um trabalho maravilhoso que você Airton está fazendo, falando sobre esta arte tão bela e complexa que é a dança. Aguardo seus artigos e também as novidades do idanca.net
    Agradecida,
    Ana Lúcia

  62. Taline Dullius
    16 de abril de 2009 at 17:28 · Responder

    Essa tal dança contemporênea…. Uma arte tão rica, mas de tão pouco ascesso, o que prova e esclarece este texto.
    E clara a nescessidade de uma abordagem maior para que se conheça melhor esta arte tao rica.
    O contemporaneo esta em tudo, esse texto nos diz claramente isso.
    Parabéns Professor!
    Assim, escrevendo textos objetivos e ao mesmo tempo em uma linguagem tao simples e direta, voce noa faz entender ainda mais o que e essa tal de dança contemporanea!
    Bjos no seu coracao!
    Tali 

  63. elisandra lazzaron
    22 de abril de 2009 at 10:08 · Responder

    Gostei muito do texto, é bastante inovador, ainda mais para mim que agora estou cursando pós em dança e compreendendo um pouco mais sobre a dança contemporanea. um abraço.

  64. Catia Rosilene Petry
    23 de abril de 2009 at 23:55 · Responder

    A dança contemporânea, ao mesmo tempo que inova e democratiza a prática da dança nos traz um leque de possibilidades para criar e repensar essa atividade extremamente rica. Cada um pode buscar diferentes caminhos e tecnicas para alcançar seu objetivo, para criar a sua dança. O texto do Airton é muito bom para refletirmos sobre, a linguegem acessível traz ótimas informações para contextualizar essa dança de difícil acesso para muitos que moram longe dos grande “centros culturais”.

  65. Mariaugusta Tramontini
    17 de maio de 2009 at 15:27 · Responder

    Oi professor Airton!
    Parabéns pelo texto. Eu que não sou bailarina mas que venho  estudando e conhecendo sobre a dança no pós graduação, achei o texto de fácil compreensão. Me ajudou a entender um pouco mais sobre Essa tal de Dança Contemporânea. Após a leitura fica mais fácil entender e admirar os espetáculos que temos assistidos nos Dvds.
    Abraço, Guta

  66. Liliane Silva
    27 de maio de 2009 at 20:06 · Responder

    Desculpe, mas essa entrevista foi publicada mesmo com erro de português?

    “Este texto foi originalmente escrito para a revista Aplauso (nº 70)
    Tu faz dança? Que legal! Mas que tipo de dança?”

  67. Airton
    28 de maio de 2009 at 0:45 · Responder

    Liliane

    Grato por teu interesse na língua portuguesa, mas creio que preciser perceber que o uso da linguagem coloquial é um recurso literário que o jornalismo moderno vem se utiizando. E que no texto, há um referencial a um “suposto diálogo”. Precisamos estar atentos aos jogos da linguagem.

  68. Paula Soares
    31 de maio de 2009 at 13:38 · Responder

    Quem escreveu o texto esta equivocado qto ao inicio da danca Contemporanea. Este segmento iniciou com Isadora Duncan.

  69. Airton
    9 de junho de 2009 at 12:07 · Responder

    Paula

    Isadora Duncan foi pioneira da Dança Moderna. Se quiseres indicações de bibliografia consistente e séria sobre história da dança, posso te indicar.

  70. Simone Myriam Andrade de Paula
    12 de junho de 2009 at 9:36 · Responder

    Professor.

    Para mim a Dança Contemporânea, é tudo que eu vivo hoje. É o meu cotidiano, minhas angustias, alegrias,medos, o meu existir, é o  meu ser no mundo atual.
     Grata pela oportunidade de falar com o senhor…..

    Simone

  71. 21 de junho de 2009 at 10:55 · Responder

    legalllllllllll!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  72. 22 de julho de 2009 at 10:03 · Responder

    Bom dia!
    Eu estava pesquisando temas que me interessase
    e vi este texto, achei muito importante …
    porque acho que as pessoas hoje em dia naum buscam mais nada ‘ fazem por vontade e livre espontanea pressão
    sei lá…
    e a base deste texto é muito importante e me despertou um tema uma pesquisa muito interessante..

    Obrigdao!

  73. Nessa
    25 de julho de 2009 at 10:04 · Responder

    Mto legal…vale a pena ler..hihi
    Bju Bju

  74. Nessa
    25 de julho de 2009 at 10:06 · Responder

    feeeraaa

  75. karen rodrigues alves
    10 de setembro de 2009 at 9:39 · Responder

    legallllllllllllllllll

    é muito bem e muito estrovertido esse texto

  76. 24 de setembro de 2009 at 22:01 · Responder

    eu achei o texto muito entresante que ensentiva as crianças como eu que tenho 11 anos e da mais conhecmento sobre  dança e a dança contenporanea pois eu quero conhece mais sobre a dança!!!!!!!!!

  77. quézia
    25 de abril de 2010 at 21:44 · Responder

    Oie .. ameii o textoo.. muitoo explicadoo e claro!
    eu gostaria que coloca-se no blog  os quatro fatores do movimento da dança,pois eu preciso muito, faço contemporâneo e meu professor passou para a turma fazer e não encontro …
    se puder me ajudar; agradeço muiito!
     

  78. Brunna
    7 de junho de 2010 at 19:51 · Responder

    Orível não gostei nada disso!!!!!!!!

  79. 7 de junho de 2010 at 19:54 · Responder

    adorei toda a interpretação foi muito chou!!!!!!

  80. jeane kelly
    16 de novembro de 2010 at 15:09 · Responder

    adorei ficou da hora!!!!

    beijos:kelly

  81. 27 de novembro de 2010 at 23:07 · Responder

    Adorei o artigo e graças a dança contemporânea podemos ver dançando não só corpos perfeitos, mas, temos criação de novos movimentos, grandes decobertas de emoção.

  82. 8 de março de 2011 at 17:04 · Responder

    bm eu adorei td o texto muito bom

  83. LINDEMBERG MONTEIRO
    8 de março de 2011 at 23:34 · Responder

    “A dança contemporânea não é uma escola, tipo de aula ou dança específica, mas sim um jeito de pensar a dança.” Uma bela reflexão sobre a dança contemporânea, pois atualmente autores, pesquisadores, intérpretes enfim, profissionais envolvidos com aquela manifestação, crêem que a arte é uma reflexão do momento, na caso da dança contemporânea, ela está sempre em constante transformação, cria-se um processo de desterritorialização da arte de dançar e do pensar político, social, antropológico etc. Essa busca de saber, de entender essa arte do movimento, me causa o retraduzir ou o ressignificar sobre o meu fazer poético de um olhar de coreógrafo sobre as ações do cotidiano por exemplo, onde as mesmas passem a tornarem ações expressivas para uma espetacularidade de um mundo particular do artista, ou pesquisador, ou do coreógrafo para uma representação de seu ato do fazer artístico. Pois bem, essa contemporaneidade que me surprende no ato de criar e por meio do seu artigo e pricipalmente pelos ensejos dos leitores a respeito do mesmo, cria-se um fato de reflexão para o entendimento desta dança nova.  Desta feita, a reflexão sobre essa nova dança, faz-me com que eu busque alternativas cada vez mais teatralizada, mas isso é outro assunto… Parabéns pelo seu artgo.

  84. Márcio Filho
    19 de maio de 2011 at 0:19 · Responder

    O texto tem uma pertinência e uma auto-critica admirável. Cheio de conceitos e referências, se faz muito confortavel de ler e em alguns momentos nos faz pensar em várias indagações ao mesmo tempo. Há um momento que se faz uma crítica (ACREDITO) a um estilo de dança contemporânea, alegando que dançar encima da música até os animais irracionais podem “dançar”, mas o ser humano pode mais! O que é poder mais? Acredito que, quando se pensa um espetáculo, coreografia, performance, etc, há uma intenção e isso não faz da obra menos contemporânea, não faz dela mais pobre, falando se de conteúdo, entre outros.
    Assim, acredito que essa questão, aqui explicitada, pode nos levar não só a enxergar por uma ótica crítica no sentido de “seria melhor assim”, mas pensar também “se é assim, por que é?”, e nos fazer mais compreensivo com a obra do outro e até com a sua.
    Parabéns pela produção. Me será útil. Sem dúvidas.
    OBS: um ótimo texto para se problematizar num curso, oficina, eventos de “Dança”.

  85. 7 de novembro de 2011 at 19:38 · Responder

    oi goste mais falta um pouco de caracteristicas e falar sobre os conceitos de cada fato

  86. Airton
    15 de novembro de 2011 at 10:00 · Responder

    Marcio: Primeiro, a ideia não é condenar dança feita na/com música, mas sublinhar que apenas enxergar a dança como acompanhamento musical é limitar o entendimento e alcance da arte. Precisa-se sim estar claras as intenções de cada proposta, o que, muitas vezes, se esgota na escolha musical. E, Anynha: a proposta do artigo é um texto enxuto, por isso a escolha por não transformá-lo em um texto acadêmico, ccheio de definições conceituais, etc… Qualquer coisa posso indicar leituras e outros textos.

  87. Emily Chagas
    3 de maio de 2012 at 21:16 · Responder

    O texto esclarece muito bem os fatos da dança contemporânea,nos mostra que ela tem seus conceitos e não é qualquer tipo de loucura como muitos pensam ser por falta de conhecimento.E conhecimento sobre está maravilhosa arte é o que o texto mais nos fornece!

    Adorei o texto!!!
    Abraço 

  88. Caroline Bomfim
    3 de maio de 2012 at 23:03 · Responder

    OLá! Nunca tive muito contato com a Dança Contemporânea antes do Grupo experimental e confesso que ela ainda é um pouco complexa para mim, embora já tenha sido pior. Este texto realmente é bem esclarecedor, e me faz repensar alguns estereótipos de dança que eu havia concebido até hoje. Não vim do Ballet, mas vim de uma escola de dança de salão que valorizava esta técnica e de certa forma achava que o ballet era essencial para minha dança. Este ano, através de leituras como a do texto acima percebo que existem muito mais formas de expressão que podem ser complementares às outras técnicas e que abrangem uma qtdade maior de corpos. Ainda tenho muito a aprender com a dança contemporânea e cada dia que passa, me sinto mais livre para deixa-la agir sobre mim.
     
     

  89. Rebeca Soares
    3 de maio de 2012 at 23:04 · Responder

    De fato, a definição de dança contemporânea ainda me faltava.
    O texto, além de esclarecedor, foi acima de tudo um expositor da realidade e um lembrete da liberdade e responsabilidade que a dança carrega. Ao lembrar de dança contemporânea, lembro-me imediatamente de sinceridade.

  90. Míriam Medeiros Strack
    4 de maio de 2012 at 0:28 · Responder

    É tão bom ouvir fatos consistentes sobre Dança Contemporânea! Lembro que, quando criança, os espetáculos e coreografias de contemporâneo me encantavam, pois levavam ‘o bailarino’ para o palco, com o seu corpo, suas inquietações, suas emoções, sua alma.
    Mas, quão grande foi minha frustração no dia em que meu professor de balé anunciou que faríamos um espetáculo contemporâneo e que não precisaríamos de aula, pq “quem dança balé, dança contemporâneo”, aquele velho mito que quem dança balé, dança tudo. E, pelo total despreparo que eu sentia, achei que a dança contemporânea era um engano, que não era pra mim, que era horrível, que (como disse alguém cima) só dança contemporâneo quem não serve pro balé, e mais mil coisas que tentei colocar na cabeça por não ter sido bem orientada. Graças à Deus, acabei passando por profissionais incríveis que me mostraram esses fatos da Dança Contemporânea e puderam tirar de mim todas as ideias errôneas que eu tinha sobre o assunto, que infelizmente me foram passadas e continuam a ser perpetuadas por ‘professores’ de dança.

  91. Alexandra Castilhos
    4 de maio de 2012 at 0:55 · Responder

     
    Olá!
    Aproveito esse espaço para compartilhar algumas reflexões sobre o tema, e partilhar junto com meus colegas que agora compõe o Grupo Experimental de Dança de Poa as dúvidas e os pensamentos sobre essa tal dança contemporânea..

    Entendo que o texto contribui para a compreenção da dança contemporânea enquanto espaço de articulação e de trabalho. Trabalho porque prioriza o conteúdo ao invés da forma e que neste sentido o movimento tornar-se o resultado do processo de pesquisa e da exploração de uma ideia ou inqueitação do bailarino/a. E para concretizar a obra será articulado os elementos necessários para dar conta desta inquietação. Isso possibilita a compreenção de que a dança contemporânea não exclui a técnica ou as técnicas , mas inclusive pode se relacionar com elas se o trabalho a ser desenvolvido necessitar disso. Claudia Muller na residência oferecida durante o último Dançapontocom aqui em Porto Alegre, coloca que em um processo de criação, mais do que saber o que se gostaria de fazer é importante compreender se aquilo é realmente necessário para a contrução de sentido do trabalho.  

    Essa referencias juntamente com o entendimento de dança como trabalho contribui para terminar com ideias tradicionais de quem faz dança é quem tem “o dom” ou mesmo de que existem pessoas ou corpos que podem dançar e outros não, pois afinal, os corpos que eu desejo trabalhar em cena também dependerão da proposta a ser aborada.
     

  92. Emanuel Moncorvo
    4 de maio de 2012 at 8:08 · Responder

    Bom dia.

    Por mais que eu pesquize,  veja apresentações, estude, ñ consigo entender essa tal dança Conteporanea. Mundo diferente que me sinto bem perdido.

    Abraço  

  93. Laerte Cardoso
    5 de maio de 2012 at 20:08 · Responder

    Puxa, continuo a me perguntar o que é essa tal dança contemporânea???
    Gosto muito da proposta de pensar a dança e instigar o artista a também refletir sobre o fazer artístico, e nesse ponto o texto nos dá ferramentas suficientes para buscar, procurar, indagar e descobrir novas, e quem sabe, belas expressões do movimento.
    Portanto, sabendo ou não o conceito da dança contemporânea, continuo minha busca incansável pelo movimento harmônico e genuíno. 

  94. Carolina Dias
    9 de maio de 2012 at 13:57 · Responder

    “Essa tal dança contemporânea…”, um jeito de pensar a dança que responde a um momento de total globalização. É não ter forma ou resposta certa. Que transita por um fio que se chama dança(s), mas não se define ou enrijece em um só conceito. “Essa tal dança contemporânea…” atravessada por muitos e que pode ser vários, trabalha com o não dito, mas sentido. São as possibilidades de diferentes experiências estéticas tanto ao bailarino quanto ao espectador. E por alguns fatos nos guiamos, refletimos sobre essa dança que busca preencher vazios das nossas próprias inquietações enquanto corpos dançantes e cabeças pensantes. Acredito que o texto tenha, de fato, apontado algumas pistas acerca do que é “Essa tal dança contemporânea…” e se faz uma boa crítica e norte para a compreensão daqueles a assistem, daqueles que não a entendem, ou daqueles que a praticam mas não a defendem…parabéns Airton por esta constante reflexão e estímulo “à”.

  95. Emily Chagas
    20 de maio de 2012 at 19:49 · Responder

    Oi!

    O texto me esclareceu muitas coisas e me deixou pensativa pois é muito complicada ‘Esta tal de dança contemporânea,penso que é uma loucura mas uma loucura inteligente,um simples gesto pode virar dança,onde tudo vai ter sentido ou melhor sentidos pois cada um constrói o seu,mas nem sempre é fácil encontrar esse sentido,isso faz com que ‘Esta tal de dança contemporânea de um nó em minha cabeça e me deixe com mais vontade de entende-lá.

    Abraço 

  96. 28 de maio de 2012 at 17:19 · Responder

    “Esta tal dança contemporânea”…,

    Já li o texto algumas vezes, o mesmo não nos traz uma definição rígida do que é dança contemporânea, e sim esclarece e traz idéias do que pode ser dança contemporânea. Junto com esses esclarecimentos traz outros inúmeros questionamentos e nos faz pensar e refletir sobre a dança de forma geral.

    Se me perguntassem agora o que é dança contemporânea, eu certamente teria a resposta certa: “- Assista um espetáculo do Grupo Corpo, Deborah Colker… ou algum no estilo desses….”. Acredito que mesmo depois de assistir a qualquer espetáculo de dança contemporânea a pessoa sairia de lá com mais dúvidas, com sensação de estranhesa, talvez nem reconheça a obra como dança, enfim, sem a resposta que procurava.

    Em suma, posso concluir que a dança contemporânea é volúvel, e nos traz inúmeras possibilidades e liberdade para criação de movimentos, nos permite a utilização de várias técnicas para criação de uma única obra, bem como ousar e extrapolar a nossa criatividade.

    Acho que isso. Como disse antes o texto é bastante esclarecedor e ao mesmo tempo nos traz inúmeros questionamentos a respeito da dança.

  97. Alyne Rehm
    28 de maio de 2012 at 17:52 · Responder

    Esses dias, acompanhando o namorado numa festinha de apartamento só com os colegas dele do curso de Artes Visuais, eis que fico sozinha com um dos tais colegas do moço na sacada do apê. Copos na mão, silêncio. Não entendo por que as pessoas se incomodam tanto com o silêncio. Dado o incômodo, o colega resolve quebrar o silêncio – que, pra mim, estava uma delícia:
    Tu também é das artes?
    Sou.
    Que tu faz?
    Eu danço.
    Que tipo de dança?
    Fui obrigada a gargalhar lembrando do texto do Airton e  não me atrevi a responder que era dança contemporânea.
    ***
    Curioso pensarmos na necessidade que a maioria de nós tem de enquadrar tudo em conceitos fechados. E, nessa busca desesperada, acabamos, vulgarmente falando, metendo os pés pelas mãos: a dança cabe em uma única definição?

    O que me parece é que a dança contemporânea é um organismo vivo em constante movimento, não podendo ser delimitada por esse ou aquele conceito, o que não dispensa técnica. E nesse movimento evolutivo, ela segue, física e intelectualmente, des/re/construindo sentidos.

  98. Carol Mendes
    28 de maio de 2012 at 22:25 · Responder

    Intao..Li e reli o texto por mil vezes,fiquei confusa e tal..mas acabei vendo q um texto de 2006 depois de 6 anos continua sendo tao atual.
    Lendo eu vi ali todas as minhas duvidas,vontades,ansiendades e eu nao estava sabendo como canalizar.Vi q posso sim dançar conforme a musica,conforme meu corpo e alma pedem..sem m preocupar com se esta feio ou nao..apenas dançar.Respeitando sempre o q pensso e desejo.Axo q seria isso.
    Grande bjux 

  99. Daniele Santos
    29 de janeiro de 2013 at 12:06 · Responder

    Isso mesmo, mesmo sendo um texto de 2006, conserva-se tão atual! Sou bailarina clássica e comecei há pouco a interessar-me pela dança contemporânea. Comecei a pesquisar e não há quase nada coerente a respeito. A maioria das pessoas dizem: “Junta Ballet e HipHop e vira contemporâneo!” Não! Não é apenas isso… E o seu texto exprime essa ideia. Há muito dentro de nós a ser expressado e nos outros mais ainda! Chega de clichês e rótulos. De querer dançar a pena sob regras impostas a respeito de passos ou corpo ideal. Eu acho que a dança contemporânea é a expressão da vida.

  100. 15 de março de 2013 at 19:41 · Responder

    Belíssimo e esclarecedor o texto, Airton, até me sinto agora, capaz de arriscar uma sugestão desta “Tal Dança Contemporânea”!
    Para mim a Dança Contemporânea é o conjunto de todos os ritmos, de todos os movimentos, de todas as emoções e de todos os sentimentos.É simplesmente o “resumo imenso ” da dança”!
    Abraços! 

  101. 28 de junho de 2014 at 3:24 · Responder

    Olá amigos contemporâneos ou não!
    O texto me ajuda a refletir e repensar muitas coisas sobre o nosso tema principal que acredito ser a dança.
    Ainda não li a publicação de todos os colegas mas, gosto de interpretar que a dança contemporânea se resume na ação do presente. O passado não voltará e o futuro nunca chegará. O tempo é um só! Tudo é uma coisa só! Tudo está interligado e podemos ser o que quisermos mesmo sendo só mais uma vidinha… Por isso, compreendo que ser contemporâneo, não é somente estar aqui neste momento e que a dança contemporânea é a mais pura intenção vivida através de um gesto significativo, real, somente para você!

  102. 9 de abril de 2015 at 1:11 · Responder

    Diria ainda que dança contemporânea (ou a arte contemporânea de modo geral) é uma delimitação inexata no tempo e espaço por querer situar algo no tempo e espaço do presente, na contemporaneidade, ou seria impossível agora dizer que Trisha, Pina, Cunningham sejam artistas da dança contemporânea porque já o foram. Aliás, arrisco a dizer que o corpo contemporâneo se convulsiona e se revela no caldo movente das culturas, as sintaxes são redefinidas e redescobertas no choque cotidiano destas realidades, está em curso nas danças que se cultivam hoje, na ancestralidade ao mesmo tempo nestas reiterações dentro das danças urbanas, danças populares, parkour, Butoh, dança teatro, teatro físico, circo e capoeira, só para citar alguns. A esta dança que se pretende contemporânea, que ao mesmo tempo se permite entrar nas searas das incertezas, pelo menos está provocando vários estados de concepção, interpretação, cisões e bipartições, pode se render às vezes ao discurso metafísico, pode ser muita coisa a até coisa nenhuma.

  103. Liana Alice
    15 de abril de 2015 at 2:59 · Responder

    Liberdade para escolher e criar, sem ser tolhida pelo seu corpo. Liberdade que não significa falta de dedicação ou aperfeiçoamento técnico, mas sim, o poder escolher como, e com o que, se quer trabalhar sem preocupar-se com um movimento estabelecido de antemão por convenções ou paradigmas.
    “O pensamento se faz no corpo e o corpo que dança se faz pensamento.”
    Obrigada. Muito legal o texto, me deu uma ideia melhor de como entender e explicar a dança contemporânea.

  104. Patricia
    15 de abril de 2015 at 16:34 · Responder

    Há um tempo tenho entendido a dança contemporânea como tendo a proposta da desconstrução das formas, mas honestamente não sei se essa é uma definição que faz sentido. De certa forma é uma maneira de pensar que me ajuda a salientar o papel da técnica, pois não se pode desconstruir aquilo que não se conhece. Me identifico com a situação de não se saber explicar o que se dança, pois é o que acontece com a dança tribal, que tenho compreendido cada dia mais enquanto uma dança contemporânea. Gosto da proposta de pensar dança contemporânea como uma maneira de se pensar dança, mas que maneira exatamente seria essa? Defini-la seria limita-la?

  105. Lucas Tortorelli
    26 de abril de 2015 at 21:42 · Responder

    Gostei das questões levantadas, abaixo algumas das minhas percepções

    Conceituar é sempre limitado, a natureza não depende dos conceitos que criamos para que os processos aconteçam. Eu particularmente gosto dos conceitos mais amplos que possibilitem as discussões em espaços interdisciplinares visto que geralmente são mais produtivas para o coletivo. Mas ok, nosso pensamento é sim um julgamento comparativo criador de conceitos para estabelecer a comunicação o mais precisa possível. Contemporâneo é o nosso tempo e portanto o que fazemos nele. Dançar o lago dos cisnes nos dias de hoje sempre será um ballet clássico no contemporâneo.
    Uma grande parte da esfera da dança é a questão da linguagem. Assim, parece que os contemporâneos procuram uma forma de identidade dessa linguagem. Eu acho que mais importante do que a forma como se vai se comunicar algo é o que se vai se comunicado. Primeiro é preciso saber o que dizer para quem, para então se escolher a linguagem de maior alcance. As linguagens contemporâneas ao meu ver me parecem insistentemente buscar a quebra de padrões antigos, mas poucas são as propostas que parecem inovadoras.
    De uma forma geral vejo a dança contemporânea como uma forma de expressão no nosso tempo e não vejo a necessidade de que seja uma técnica, visto que pode se apropriar de “infinitas” técnicas de trabalho corporal já existentes. Portanto a melhor maneira de se dizer o que se dança é mostrando a sua dança, como proposto no texto. Não vejo a obrigação do belo na expressão artística, mas romper com todos esses elementos é um risco de perda completa da comunicação. É claro que beleza é repleto de subjetividade, mas o fato é que todos acham algo belo e isso permaneceu selecionado ao longo da evolução das espécies. Não acho que a biologização da dança seja vazia, muito pelo contrário. Apenas talvez a biologia ainda não possua muitos dos conhecimentos necessários para falar sobre a dança. E é nessa relação que se estabelece o crescimentos em ambas áreas de conhecimento.

  106. 27 de abril de 2015 at 12:33 · Responder

    Tentar explicar sempre foi mais complicado do que apenas fazer ou ser.
    Quando estamos falando de artes no geral então, vixxxxi!!! Ai que a coisa fica um tanto mais complicado ainda.
    O atual, o contemporaneo sempre foi é ainda é assustador. Algo que nao podemos explicar, fixar regras, ter referencias claras, limites, algo que diga: Inicia aqui e acaba ali. Vejo que isto incomoda, o “não limite” e incomodar é estar fora dos padrões, fora das regras. O que deixa outra grande pergunta… quais são as regras? O que tambem me faz perguntar se precisamos dela, de FATO não sei, apenas vivo este “contemporaneo” tentando falar (nao explicar) o que sei, o que sinto.
    Eu particularmente, nunca gostei de rotulos, e vejo que este tal contemporaneo de certa forma tambem nao. No contrario temos algo mais sutil, uma linha quase que invisível nos mostrando um caminho a seguir. Algo que nao achamos explicações, mas que os FATOS nos mostram ser reais e verdadeiras, temos sim bases teoricas que explicam toda esta “loucura” criativa que se faz em nome do tal contemporaneo. Em fim eu acho kkkk
    Obrigado airton mais esta luz neste caminho de penumbra.

  107. Gabriela Guaragna
    28 de abril de 2015 at 22:37 · Responder

    Sempre me questiono o quanto conseguimos de fato classificar danças. Dança é movimento e, assim sendo, desdobra-se no tempo e reconfigura-se em outro corpo. Por mais que a técnica e as aulas sejam passadas de geração para geração, cada corpo individual dança a sua própria dança em determinado momento. Seus movimentos são tão carregaidos de si mesmos, que, por maior que seja o esforço do coreógrafo/professor/mestre de passar a movimentação idêntica à original, ela sempre será a partir desse novo corpo. Por isso, já no início me prendi e me vi nessa conversa com inúmeros curiosos que já se arriscaram me entrevistar sobre o tipo de dança que eu fazia. Minha resposta já começou com um suspiro, uma pausa e um “então…”. Outras vezes, disse que era balé, pra facilitar a conversa, principalmente nos momentos em que eu não estava com vontade de dar continuidade ao assunto. A melhor resposta que já dei, na minha opinião foi “danço a minha dança”. Pra mim, fui o mais sincera possível. Para meu entrevistador, fui arrogante.
    Mas e a dança contemporânea? Acredito que ela entre exatamente nessa lógica, e, por isso, é tão difícil de ser descrita. É a dança de quem a dança. E mais: é a dança do momento de quem a dança. Nós mudamos constantemente e nunca faremos a mesma dança de antes. Estamos nesse fluxo que se modifica a medida em que o tempo passa. E a técnica vem para, principalmente, tornar esse corpo mais dançante, mais conhecedor de si mesmo, de seus apoios e limites, para torná-lo consciente de suas múltiplas possibilidades de tornar-se dança.

  108. joão gabriel de queiroz
    29 de abril de 2015 at 2:33 · Responder

    difícil tecer um comentário sobre esse texto. eu veio de uma experiência de pouco contato com dança, mas desse contato, quase todo foi com dança contemporânea (ou pelo menos era assim denominada). achei instigante a estruturação do texto em “fatos”, pois parecem funcionar como pontos de fuga para desdobramentos do entendimento desse contemporâneo. são pontos que não parecem definir traços identitários fechados, são pontos que tocam mais num pensamento de processos do que de fins. como acessar o processo de uma obra/ dança quando só somos atingidos pelos resultados dele? talvez seja interessante pensar que cada apresentação de um espetáculo também é processo, também é instigação. uma estreia não define um formato fechado, que deva ser buscado nas outras apresentações, mas é uma concretização que será sobreposta pelas apresentações futuras. só está finalizado aquilo que é presente.

    gosto muito da citação do Noverre, “Será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos”. estar sensível aos movimentos da alma me parece ser estar sensível às escutas das pulsações do presente. essa sensibilidade pode sim ser alinhada à técnicas, pois elas nos propiciam um alargamento do que consideramos possível, como criação, como corpo, como movimento. também acho que técnica não é algo blocado e imutável, mas é algo externo aos movimentos da alma, apesar dos dois se mesclarem e se poluírem um com o outro, pois a técnica ganha vibração ao ser significada pelo corpo dançante. o corpo estaria em busca do mistério? mas ao encontrar clareza busca estrutura-lá enquanto técnica ou coreografia, uma organização externa de si. me parece que a dança contemporânea nos atenta para a importância de nos voltarmos para o desconhecido, para as zonas cinzas de incerteza, pois seria nesse poço que entraríamos em contato com uma pulsação de vida/arte que nos traria a capacidade de traduzir apontamentos concretos, como movimentos, postura, velocidade, etc.

    por fim, isso me lembrou esse vídeo da martha graham que assisti hoje, na relação entre o sentimento da dança com o sentimento da mãe que perdera o filho. valeu pelo texto, airton!
    https://www.youtube.com/watch?v=xgf3xgbKYko

  109. Juliana Pereira
    29 de abril de 2015 at 8:15 · Responder

    Dançar é algo tão natural quanto respirar ou caminhar. Basta apenas observar uma criança.
    Historicamente, a dança tem lugar no cotidiano, para ritualizar, curar, comemorar… é uma forma de expressão completa, onde o corpo se une ao espirito, ao intelecto, e realiza a sua perfeita manifestação.
    Porém o que ocorre, principalmente no ocidente, é um engessamento da dança dentro da naturalidade do ser e estar no mundo, para dançar é preciso ir a locais específicos, como escolas pagas ou participar em alguns projetos, como o incrivel Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre, do qual, com muita honra, atualmente faço parte 🙂
    A dança contemporânea provoca a reflexão de que qualquer corpo pode ser dançante, basta apenas desapegar da ilusão das limitações, sejam elas sobre o próprio ser ou sobre o ambiente. Uma sociedade saudável é possível, e um caminho simples e divertido, é a dança, cada um do jeito único! Feliz dia da Dança !!!!!!!

  110. Gabriela Maia
    29 de abril de 2015 at 9:39 · Responder

    O movimento do texto e a sua objetividade que deixa claro a complexidade que permeia a nossa existência e, portanto a arte é admirável! A liberdade que tanto assusta e nos trava no nosso cotidiano é o terreno de quem se aventura na arte na contemporâneidad
    e.
    O que mais me alegrou no texto é o reconhecimento de uma generosidade ao explicar tal conceito que ainda se discute amplamente e mais a curiosidade de quem pergunta, porque ninguém é obrigado a saber o que fazemos, é nosso o papel de esclarecer com paciência e tranquilidade a quem nos pergunta e se interessa pelo que fazemos.
    Outra sacada genial do texto é falar da ética, da. Necessidade de diminuir a distância entre a nossa prática. A. Potência democrática, transgressora , que abarca o diverso deve ser cada vez mais e mias procurada. E provocada por nós artistas!!
    Super valeu a leitura!!
    \m\

  111. Rochelle
    2 de maio de 2015 at 11:10 · Responder

    “Podemos ser mais e muitos.” É bom saber que quando estamos dispostos a ver até onde o nosso corpo pode ir e vice versa, somos livres pra isso e não estamos sozinhos. Na metade de abril foi lançado um filme de um iraniano que monta um grupo clandestino de dança, porque no irã é proibido dançar. Só de pensar isso já dá um aperto no peito. Talvez a dança contemporânea seja também um nome dado pra nos lembrarmos que esse corpo é nosso e com ele podemos fazer o que bem quisermos desde que não prejudiquemos ninguém a nossa volta, afinal hoje em dia parece que precisamos provar que o corpo é realmente nosso e fazemos com ele o que bem quisermos Talvez essa tal de dança contemporânea seja mesmo uma maneira de dizer que não enquadrarão nossos corpos. Se a única certeza que temos em vida é a de que não sabemos quando ela nos será tirada, então que a usemos como bem entendermos, com nosso corpos livres, sem restrições, uma maneira de dizer que não precisamos seguir regras nem padrões seja de quem quer que essas venham.

  112. Juliana Strehlau
    4 de maio de 2015 at 1:52 · Responder

    Noverre escreveu esta carta já faz mais de 250 anos e poderia ter sido escrita ontem; em relação a muitas artes que vemos. Conhecimento dos limites do corpo, preparo, contar a dança, ter uma coreografia, ter técnica…são bons, ótimos, essenciais – a adjetivação fica ao gosto do cliente – no entanto utilizar o corpo e o som, ao mesmo tempo, além de ‘simbiotizar’ elementos da natureza, e por isso mesmo, só pode dar espaço a um plano (s)de alcance maior, e sempre mais a cada instante. Se permitir deixar o som entrar e sair pelo corpo não pode ser uma prisão de regras estabelecidas pelo e para o corpo de outrem, deve ser um ritual celebrado no instante sensível de encontro de quem se permite estar, seja no corpo de quem dança, de quem vê, e quem cana, de quem toca, desde que tudo toque. Sei lá talvez a dança contemporânea venha nos dizer que as coisas não estão nisso tudo que a gente espera que se enquadre; que a dança, por ser contemporânea seja o que acontece agora, essa nossa dança. Se quiser saber o que é dança contemporânea basta abrir as percepções do estar acontecendo, no seu corpo, mente, alma, coração, e deixar que o corpo te leve, leve. Certo é que com tantas barreiras medievais e muros emparedando nossos corpos seja, se não difícil, talvez estranho permitir que o corpo seja mais do que uma caixa por onde passam coisas que já esperamos desse mundo de fora e que saiam como o esperado também. Permitir-se entrar e sair deste mesmo corpo o impensável ou indizível ou incógnito seja desafiador, tentador, amedrontador.. Talvez seja ótimo que não se saiba explicar bem o que é alguma coisa, como uma dança, que seja contemporanea, porque talvez seja uma coisa única de cada processo; se não explicar, de repente, em algum momento, aconteça de alguém olhar para seu corpo, pensar em suas possibilidades serem em outros planos, vividos de outras formas. Noverre foi muito sábio em utilizar a palavra transgressão às regras, mas talvez ele queira dizer para além do ballet; que se transgridam as nossas regras em relação aos nossos corpos, as regras dos corpo dos outros em relação aos corpos daqueles, as regras da dança em relação aos corpos que dançam, as regras em relação aos nomes, as coisas em relação aos nomes, as regras em relação às regras, aos corpos em relação aos corpos.

  113. Juliana Strehlau
    4 de maio de 2015 at 1:52 · Responder

    Noverre escreveu esta carta já faz mais de 250 anos e poderia ter sido escrita ontem; em relação a muitas artes que vemos. Conhecimento dos limites do corpo, preparo, contar a dança, ter uma coreografia, ter técnica…são bons, ótimos, essenciais – a adjetivação fica ao gosto do cliente – no entanto utilizar o corpo e o som, ao mesmo tempo, além de ‘simbiotizar’ elementos da natureza, e por isso mesmo, só pode dar espaço a um plano (s)de alcance maior, e sempre mais a cada instante. Se permitir deixar o som entrar e sair pelo corpo não pode ser uma prisão de regras estabelecidas pelo e para o corpo de outrem, deve ser um ritual celebrado no instante sensível de encontro de quem se permite estar, seja no corpo de quem dança, de quem vê, e quem cana, de quem toca, desde que tudo toque. Sei lá talvez a dança contemporânea venha nos dizer que as coisas não estão nisso tudo que a gente espera que se enquadre; que a dança, por ser contemporânea seja o que acontece agora, essa nossa dança. Se quiser saber o que é dança contemporânea basta abrir as percepções do estar acontecendo, no seu corpo, mente, alma, coração, e deixar que o corpo te leve, leve. Certo é que com tantas barreiras medievais e muros emparedando nossos corpos seja, se não difícil, talvez estranho permitir que o corpo seja mais do que uma caixa por onde passam coisas que já esperamos desse mundo de fora e que saiam como o esperado também. Permitir-se entrar e sair deste mesmo corpo o impensável ou indizível ou incógnito seja desafiador, tentador, amedrontador.. Talvez seja ótimo que não se saiba explicar bem o que é alguma coisa, como uma dança, que seja contemporanea, porque talvez seja uma coisa única de cada processo; se não explicar, de repente, em algum momento, aconteça de alguém olhar para seu corpo, pensar em suas possibilidades serem em outros planos, vividos de outras formas. Noverre foi muito sábio em utilizar a palavra transgressão às regras, mas talvez ele queira dizer para além do ballet; que se transgridam as nossas regras em relação aos nossos corpos, as regras dos corpo dos outros em relação aos corpos daqueles, as regras da dança em relação aos corpos que dançam, as regras em relação aos nomes, as coisas em relação aos nomes, as regras em relação às regras, aos corpos em relação aos corpos.

  114. Juliana Strehlau
    4 de maio de 2015 at 1:53 · Responder

    Noverre escreveu esta carta já faz mais de 250 anos e poderia ter sido escrita ontem; em relação a muitas artes que vemos. Conhecimento dos limites do corpo, preparo, contar a dança, ter uma coreografia, ter técnica…são bons, ótimos, essenciais – a adjetivação fica ao gosto do cliente – no entanto utilizar o corpo e o som, ao mesmo tempo, além de ‘simbiotizar’ elementos da natureza, e por isso mesmo, só pode dar espaço a um plano (s)de alcance maior, e sempre mais a cada instante. Se permitir deixar o som entrar e sair pelo corpo não pode ser uma prisão de regras estabelecidas pelo e para o corpo de outrem, deve ser um ritual celebrado no instante sensível de encontro de quem se permite estar, seja no corpo de quem dança, de quem vê, e quem cana, de quem toca, desde que tudo toque. Sei lá talvez a dança contemporânea venha nos dizer que as coisas não estão nisso tudo que a gente espera que se enquadre; que a dança, por ser contemporânea seja o que acontece agora, essa nossa dança. Se quiser saber o que é dança contemporânea basta abrir as percepções do estar acontecendo, no seu corpo, mente, alma, coração, e deixar que o corpo te leve, leve. Certo é que com tantas barreiras medievais e muros emparedando nossos corpos seja, se não difícil, talvez estranho permitir que o corpo seja mais do que uma caixa por onde passam coisas que já esperamos desse mundo de fora e que saiam como o esperado também. Permitir-se entrar e sair deste mesmo corpo o impensável ou indizível ou incógnito seja desafiador, tentador, amedrontador.. Talvez seja ótimo que não se saiba explicar bem o que é alguma coisa, como uma dança, que seja contemporanea, porque talvez seja uma coisa única de cada processo; se não explicar, de repente, em algum momento, aconteça de alguém olhar para seu corpo, pensar em suas possibilidades serem em outros planos, vividos de outras formas. Noverre foi muito sábio em utilizar a palavra transgressão às regras, mas talvez ele queira dizer para além do ballet; que se transgridam as nossas regras em relação aos nossos corpos, as regras dos corpo dos outros em relação aos corpos daqueles, as regras da dança em relação aos corpos que dançam, as regras em relação aos nomes, as coisas em relação aos nomes, as regras em relação às regras, aos corpos em relação aos corpos.

  115. Roberto Lauermann
    4 de maio de 2015 at 13:49 · Responder

    Dança contemporâna. É muito difícil classificar o que é. Pois existem muutas opiniões sobre ela. Assim como questionamentos, incertezas. Mas acredito que ela seja uma forma de expressar o que a gente sente no momento. Por isso não acredito muito em passos coreografados. (Dependendo da proposta). Acho que ela nos permite expressar o sentimos e mostra como somos. Se ficará bom? Isso dependerá de quem assistir. Entendo a dança contemporânea dessa maneira. Algo sem uma coreografia premeditada ou ensaiada.

  116. Roberto Lauermann
    4 de maio de 2015 at 13:50 · Responder

    Dança contemporâna. É muito difícil classificar o que é. Pois existem muutas opiniões sobre ela. Assim como questionamentos, incertezas. Mas acredito que ela seja uma forma de expressar o que a gente sente no momento. Por isso não acredito muito em passos coreografados. (Dependendo da proposta). Acho que ela nos permite expressar o sentimos e mostra como somos. Se ficará bom? Isso dependerá de quem assistir. Entendo a dança contemporânea dessa maneira. Algo sem uma coreografia premeditada ou ensaiada.

  117. Carolina Diogo
    4 de maio de 2015 at 14:37 · Responder

    Realmente, o caráter exploratório da dança contemporânea tem me fascinado. Poder canalizar a curiosidade para a experimentação do próprio corpo (solo ou em conjunto), na percepção das inúmeras possibilidades de movimento, reverbera em camadas que transcendem o corpo físico. Acredito que qualquer tipo de dança — quando movida por paixão e interesse – seja capaz de gerar transformações em níveis mais sutis, avançando em camadas sensoriais, pois coloca o movimento em fluxo, ativando a continuidade e a satisfação na busca incessável por conhecimento (dos funcionamentos da dança, de si mesmo, etc.) mobilizando os corpos de maneira geral e abrangente, florescendo potencialidades e dons além da dança. Como foi dito no texto, “o corpo em movimento estabelece sua própria dramaturgia, sua musicalidade, suas histórias, num outro tipo de vocabulário e sintaxe.” O movimento de um corpo — quando intenso, entregue e consciente — é capaz de sintetizar vivências e anseios, pensamentos e emoções… O ser humano é um instrumento completíssimo! Evidenciar essa complexidade e suficiência através da dança é tecer a trama da unidade corpo-mente ao mesmo tempo em que se tem o poder de questionar formas-pensamento já estabelecidas socialmente. O texto ainda aponta que “a partir desses fatos, pode-se muito (mas não se pode qualquer coisa)”, revelando a importância de práticas coerentes na dança contemporânea, pois seus ensinamentos ainda caminham para consolidação, uma vez que ainda precisam ser difundidos. Por isso é importante que nomes, datas e feitos também sejam aprendidos, para que esse discurso se fortaleça, a prática se dissemine e, por que não, novos feitos tão significativos (e questionadores) continuem surgindo.

  118. Rômulo Ferreira (Nego Minas)
    5 de maio de 2015 at 18:28 · Responder

    Antes de mais nada é preciso ressaltar a beleza, a clareza, a simplicidade deste texto do Airton.
    Confesso, que apesar de ter lido várias vezes fica um certo receio – quase um medo – de escrever sobre.

    Compreendo algumas coisas que o autor do texto relata e que me chamaram bastante atenção. Primeiro, a ideia de a dança contemporânea ser um forma de pensar a dança, já me dá um certo prazer, pois entendo a dança como uma sensação, um modo de expressão que pode usar ou não um passo definido, uma técnica, etc, posso expressar como quiser, afinal posso muito.

    Segundo, o que pra mim é mais belo ainda, é a questão de não ter um modelo/padrão de corpo ou movimento pré-definido, assim posso desfrutar dança como e do que quiser, da maneira que bem entender a minha dança, a dança do outro, a nossa dança, dança esta que carrega em si toda a potência da minha existência e a do outro também.

    Terceiro, dança é dança e ponto final… Fazendo parte hoje do Grupo Experimental de Dança fica muito claro isso. Dança é Dança e pronto. Posso tudo e também posso nada. Sou livre pra percorrer os caminhos que quiser…

    Para finalizar, recomendo a todos que sejamos TRANSGRESSORES!, como disse Noverre sobre o balé e as rígidas regras de dança da época e por que não dizer de hoje: “Será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos”

    Saudações a todos e principalmente ao Airton, mestre, exemplo e grande pessoa…

    Rômulo Ferreira, Nego Minas.

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